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mar 5

Written by: admespeciais
05/03/2018 12:31  RssIcon

DIA INTERNACIONAL DA MULHER | SEG.05.03.2018

Foram anos de luta em busca pelo direito de estudar, de votar e até mesmo de poder exercer outras funções que não se restringiam ao lar. Se o Dia Internacional da Mulher (08/03) marca as celebrações de todos os avanços conquistados ao longo dos anos, ainda serve como momento de reflexão e discussão sobre o papel da mulher na sociedade e a busca pela equidade de gênero.

Se em muitos lugares a mulher ainda não tem representatividade, na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo elas são a maioria. De um universo de 230.138 servidores, 174.009 são mulheres, representando 75,6% de toda a Rede.

Leia aqui a poesia escrita pela Coordenadora da EFAP em homenagem às mulheres.

Como agradecimento a todas as educadoras, conversamos com a professora mais antiga da Rede, em exercício. Conheça a história de Maria Benedita Valencise Costacurta.

Ela é conhecida como professora Benê, nasceu em Torrinha, uma cidade do interior paulista, e está há 51 anos em sala de aula. Com 70 anos, e ainda em exercício, está há 41 anos lecionando na Escola Estadual Dr. Diogo de Faria.

  • Por que decidiu ser professora? Formei-me professora em 1966, no antigo curso Normal. Em 1967 vim para São Paulo, acompanhando uma irmã, que havia ingressado na rede estadual de educação como professora. Nesse mesmo ano comecei a dar aulas. Trabalhei sempre em mais de uma escola: na rede particular, na rede municipal e estadual. Meus pais tinham como objetivo de vida dar a todos nós, seus seis filhos, um diploma. E essa seria (e de fato foi) a nossa herança.

    Efetivei-me primeiro na rede municipal de ensino. Atuei como auxiliar de período, assistente de diretora e diretora. Cinco anos depois ingressei na rede estadual. Há 41 anos atuo como professora na EE Dr. Diogo de Faria.
  • De que maneira ser mulher contribui para a sua atuação profissional?Acredito que o fato de ser mulher é um elemento facilitador no exercício do magistério, principalmente no Ensino Fundamental I, como é o meu caso. Acho que nós mulheres somos mais sensíveis. Conseguimos ver em nossos alunos, muitas vezes, nossos filhos e netos. Conseguimos dosar a nossa autoridade de professor, com carinho, paciência e, no final, acaba dando tudo certo.
  • Quais são os desafios de ser mulher e professora? E as alegrias?Trabalhei bastante, grande parte do tempo em dois ou três períodos. Mas, com honestidade, não me sinto cansada. Com o meu trabalho e o do meu marido, conseguimos formar nossos três filhos: Andréa, Gláucia e Fábio. Já poderia ter me aposentado. Mas não gosto de pensar nessa possibilidade. Faço o que mais gosto de fazer, com as pessoas que amo. Acredito que ainda posso ser útil na vida de muita gente e isso me dá forças para continuar. Quanto aos desafios de ser mulher e professora, principalmente nos dias atuais, vejo a falta de compromisso de muitos pais. Parece que nem todos encaram que a professora é uma amiga, e que a Escola é a instituição, senão a única, uma das únicas, que a todos acolhe sem nenhuma distinção de status social, credo, cor etc. Agora, alegrias eu tenho diariamente. Quando ando pelas ruas do bairro onde moro, raros são os dias em que não encontro com um ex-aluno, um pai ou avó, que me reconhecem e ficamos batendo papo. Saber que ajudei na formação de muitos é a maior recompensa que posso ter.

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