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Especiais

nov 18

Written by: admespeciais
18/11/2014 16:50 

Vai soar o batuque do tambor e o ronco da cuíca. Sábado é dia de feijoada e tem samba na praça. Vai ser um tremendo fuzuê, com a molecada brincando de roda e na TV será transmitido um jogo de futebol cheio de catimba.

Quanto de negro há na frase acima? O batuque, o tambor, a cuíca, a feijoada, o samba, o fuzuê, a molecada, a brincadeira de roda, o futebol catimbeiro... O sábado típico de muitos brasileiros é repleto de elementos negros.

Essa influência cultural e social é a parte boa de um passado escravocrata do Brasil Colônia. O país foi o último do mundo a abolir a escravidão, em 1888, depois que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

» Leia entrevista Edina dos Santos, do NINC, e Maria Margarete, da CGEB sobre como o ensino da História da África e dos africanos no Brasil está inserido no currículo.

Entre 1550 e 1850 foram trazidos ao território brasileiro mais de 3,5 milhões de negros para trabalharem forçadamente na agricultura, mineração, atividades urbanas e serviços domésticos. Os africanos vieram de países como Guiné, Costa do Marfim, Mali, Congo, Angola, Moçambique e Benin, com suas línguas e culturas tribais nagô, iorubá, quicongo, umbundo, entre outras.

Tantos anos de escravidão e miscigenação podem ser vistos na culinária, na música, na religião, na arte e em muitos outros aspectos do dia a dia do brasileiro.

Ainda que seja possível afirmar que o Brasil é um país de maioria negra – segundo o último Censo, 97 milhões de pessoas se declararam negras ou pardas, enquanto 91 milhões disseram ser brancas –, o país ainda não conseguiu vencer o racismo, que só se tornou crime há 25 anos, com a Lei 7.716.

É por isso que no dia 20 de novembro celebra-se o Dia da Consciência Negra, para fortalecer e ressaltar a luta dos negros no Brasil por igualdade de direitos. Uma luta que continua.

A data foi escolhida porque nesse dia, em 1695, morria Zumbi dos Palmares, um líder quilombola símbolo da resistência negra contra a escravidão.

SAIBA MAIS
Quilombos eram locais de refúgio de escravos que surgiram por todo o Brasil durante o período da escravidão. Comunidades Quilombolas são locais onde vivem os descendentes diretos de escravos e têm, comprovadamente, origem negra. No Brasil, estima-se que existam duas mil Comunidades Quilombolas espalhadas por 25 Estados, mas apenas 10% delas já foram reconhecidas pelo Governo Federal. Para conhecer algumas dessas comunidades e povos tradicionais, acesse o site do projeto Ancestralidade Africana.

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