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Especiais

jun 28

Written by: admespeciais
28/06/2013 09:53 

Durante a Copa das Confederações, publicamos o especial "Aula de Futebol", dividido em três partes. Nele, conversamos com jogadores e ex-jogadores sobre as lembranças do futebol jogado na escola, durante a infância. Além disso, preparamos dicas de passeios, livros e filmes relacionados ao futebol e que podem ser levados como tema para a sala de aula.



O futebol nos tempos da escola

No "primeiro tempo", convidamos o ex-goleiro Marcos, do Palmeiras, para um bate-papo.
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No "segundo tempo", Cássio, ídolo do Corinthians, conta como a escola despertou o gosto pelo futebol.
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No apito final, o ex-goleiro Zetti, do São Paulo, conta como a escola foi fundamental para o exercício de sua coordenação motora.
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Nostalgia na Mooca


Daqui a alguns anos, com a modernização do futebol, restarão apenas os livros de história para mostrar como era o esporte quando ele chegou ao Brasil. As cadeiras e o ar-condicionado das novíssimas arenas pouco contarão sobre o tempo em que as pessoas se amontoavam nos tetos dos sobrados para assistir às partidas nos campinhos de terra batida, quando não tinha divisória entre as torcidas adversárias e não existiam fossos profundos separando torcedores de jogadores.

FICA A DICA
Estudar a geografia e a formação dos bairros por meio dos clubes e do futebol de várzea já foi tema de diversas pesquisas acadêmicas. Uma delas é a do geógrafo Gilmar Mascarenhas de Jesus:
"São Paulo, a Cidade e o Futebol".

Ainda que o clube mais antigo do país não seja paulista (é o Sport Club Rio Grande, do Rio Grande do Sul), São Paulo foi o berço do esporte aqui no Brasil. No fim do século XIX, a cidade já recebia milhares de imigrantes que traziam na mala o futebol. Não demorou muito para que o esporte se popularizasse entre os operários paulistanos e fosse espalhado para todos os bairros da cidade.

A Mooca, por exemplo, um dos bairros mais tradicionais da Zona Leste de São Paulo, abrigou dezenas de campos de futebol em 1950. Lá ainda é possível sentir o gostinho do passado, assistindo a uma partida do Juventus, na Rua Javari.

Na Série A2 do Campeonato Paulista, o Juventus surgiu em 1924 e já teve seus anos de glória. Conhecido como Moleque Travesso, o clube passou anos sendo a pedrinha no sapato de grandes times. Hoje, preserva antigos torcedores, moradores do bairro, e conquista novos apaixonados, sempre levados pela nostalgia do futebol à moda antiga.

Onde mais se pode sentar nas arquibancadas de pedra, gritar com o jogador na beira do gramado e ser ouvido, e comer um cannoli, doce típico dos italianos? Só na Rua Javari.

Outros passeios

Além do estádio do Juventus, na Rua Javari, outros dois lugares ainda preservam suas antigas estruturas: os estádios do Canindé e do Pacaembu. Apesar do placar eletrônico que o Canindé recebeu recentemente, as arquibancadas ainda são de pedra e o alambrado é tão próximo do campo que, com sorte, você pode até conversar com o seu ídolo.

Já o Pacaembu passou por diversas reformas, perdeu a sua concha acústica (onde hoje é o tobogã), mas tem a fachada protegida por lei. Não pode ser mudada por ser considerada patrimônio histórico.

Leia mais:
» Aula de Futebol - Primeiro Tempo
» Aula de Futebol - Segundo Tempo

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