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Especiais

mai 10

Written by: admespeciais
10/05/2013 15:37 

Para homenagear todas as mães que também são professoras, selecionamos a biografia de algumas mulheres exemplares que fizeram diferença na educação do país e, certamente, na vida de seus filhos e alunos.

Matemática
Elza Furtado Gomide, mãe de dois filhos

Nasceu em São Paulo, em 1925. Filha de um professor de Matemática e de uma dona de casa, estudou no Ginásio da Capital do Estado de São Paulo, hoje Escola Estadual São Paulo. Bacharelou-se em física em 1944, mas passou a se interessar pela matemática iniciando a sua carreira de professora e pesquisadora.

Elza foi a primeira mulher brasileira a se doutorar em Matemática numa instituição do país, a Universidade de São Paulo
. Nos anos de 1960 dirigiu o Departamento de Matemática da Faculdade de Filosofia, onde foi responsável pela estruturação dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Matemática.

Em 1990, participou do Fórum das Licenciaturas, organizado pela USP, que promoveu um amplo debate sobre a profissão de professor e o papel da universidade na formação de profissionais qualificados. Ela escreveu e coordenou a tradução para o português de importantes obras matemáticas.

História
Alice Piffer Canabrava, mãe de dois filhos

Nasceu em Araras, São Paulo, em 1911. Filha de uma professora de piano e de um fazendeiro, estudou na Escola Normal Caetano de Campos, na capital paulista, e deu aulas em escolas primárias públicas no interior do Estado.


Em 1937, licenciou-se em Geografia e História, na USP, e em 1942, num esforço pioneiro, fez exame de doutoramento em História. Em 1951, tornou-se a primeira professora catedrática da Universidade de São Paulo.

Alice Piffer continuou sua atividade de pesquisa e ensino como catedrática da FEA até 1981, quando se aposentou compulsoriamente, completando mais de 50 anos de dedicação ao magistério primário, secundário e superior.

Foi uma das fundadoras da Associação Nacional de Professores Universitários de História e também da Revista Brasileira de História
. Faleceu em 2003, em São Paulo.

Educação Física
Maria Lenk, mãe de dois filhos

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1915, e começou a nadar ainda criança. Em 1938, fez parte da primeira turma feminina formada em Educação Física no país, na Universidade de São Paulo. Ela foi a primeira sul-americana a participar dos Jogos Olímpicos, e no Rio de Janeiro foi uma das fundadoras da Escola Nacional de Educação Física e Desporto, a primeira em universidades brasileiras, onde também deu aulas e foi diretora.

Maria Lenk escreveu e publicou livros sobre desporto e gestão esportiva e teve um papel muito importante na construção do pensamento esportivo no Brasil. Ela participou da Reforma Universitária, de 1968, atuando nas decisões relativas à Educação Física.

Foi a primeira e única mulher a integrar o Conselho Nacional de Desportos, em 1960
, e esteve sempre presente em comissões que visavam promover a Educação Física e o esporte no Brasil. Além de integrar o Hall da Fama da Federação Internacional de Esportes Aquáticos, o parque aquático construído especialmente para os Jogos Pan-Americanos do Rio leva seu nome, assim como a principal competição de natação do país, antigo Troféu Brasil, hoje Troféu Maria Lenk. Morreu em 2007, aos 92 anos, enquanto treinava.

Biologia
Marta Vanucci, mãe de dois filhos

Nasceu em 1921 em Florença, na Itália. Marta Vanucci cursou História Natural na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e, aos 25 anos, defendeu a sua tese de doutorado.


Quando o Instituto Paulista de Oceanografia estava em formação, foi convidada para fazer parte da equipe de pesquisadores da instituição, que foi integrada à USP com o nome de Instituto Oceanográfico, e lá se especializou no ecossistema dos mangues.

Nos anos de 1960, Marta Vanucci foi diretora do Instituto Oceanográfico da USP e negociou e acompanhou a construção do navio de pesquisas Professor Wladimir Besnard, que ainda hoje faz expedições aos mares antárticos
.

Trabalhou pela Unesco, em Cochin, no Instituto Oceanográfico da Índia. Tornou-se, assim, uma das mais renomadas pesquisadoras de ecossistemas de manguezais do mundo.

Por meio dos estudos da bióloga, hoje é possível entender melhor como aproveitar os mangues nos seus aspectos relativos à preservação ecológica e à subsistência do homem. Marta Vanucci publicou mais de cem trabalhos científicos e foi, por mais de vinte anos, consultora da Unesco em 23 países da Ásia e da África.

Patrocina desde 1988, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), um prêmio como tributo à memória do seu filho Érico Vannucci Mendes. Esse prêmio tem como objetivo distinguir estudos e pesquisas sobre a cultura brasileira e a preservação da memória nacional, especialmente as tradições populares e os traços culturais das minorias étnicas e sociais.

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