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Radar Cultural - Capital e Grande São Paulo

nov 6

Written by: admradar
06/11/2015 10:47  RssIcon

CarolinaNegra, pobre, filha de pais analfabetos, catadora de papel, poetisa, sambista e escritora best-seller.

Todas estas personagens são Carolina Maria de Jesus, homenageada na exposição “Carolina em Nós”, em cartaz ao lado do Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera.

Não é preciso pagar ingresso para conhecer a história fascinante dessa mulher nascida em Minas Gerais, em 1914, e que migrou para a favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, tornando-se testemunha da desigualdade social e do preconceito racial. Mesmo com pouca escolaridade, não mais do que dois anos de estudos, Carolina Maria de Jesus escrevia em cadernos encontrados no lixo o cotidiano da favela, a dureza da vida de mãe solteira, a barbárie sofrida pelos menos favorecidos.

FICA A DICA
Em homenagem ao Mês da Consciência Negra, o Museu Afro Brasil disponibiliza um game http://www.museuafrobrasil.org.br/quiz/professora para discutir com alunos do Ensino Fundamental I e II os temas tratados pelo Museu Afro Brasil e a Lei nº 10.639/03.

A exposição, idealizada pelo coletivo Ilú Obá De Min, que há dez anos ocupa as ruas de São Paulo com atividades para promover a cultura afro-brasileira, mostra painéis, fotos e cenários da vida da escritora mundialmente conhecida pela obra “Quarto de Despejo”.

Apesar de todas as dificuldades, Carolina Maria de Jesus escreveu ainda outros livros que não foram publicados, além de centenas de textos, entre poesias, peças de teatro e marchas carnavalescas.

Na exposição, a reciclagem também vai ser ressaltada, já que Carolina Maria de Jesus era catadora de papel. O programa da mostra vai contar com um informativo sobre o tempo de decomposição dos produtos e também com oficinas.

14/11, às 14h

Oficina: Escrita Criativa a partir das obras de Maria Carolina de Jesus
29/11, às 14h
Oficina Cadernos Criativos a partir do reuso de embalagens e materiais descartados


As inscrições podem ser feitas pelo e-mail:agendacarolinaemnos@gmail.com
Para mais informações acesse o site do Museu http://www.museuafrobrasil.org.br/

SAIBA MAIS
Carolina Maria de Jesus foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas em 1958 durante uma reportagem na favela do Canindé para o “Folha da Manhã”. Carolina levou o jornalista até o seu barraco e mostrou a ele o seu diário escrito em cadernos encontrados no lixo. Naquele mesmo dia, alguns trechos foram publicados no jornal; e tempos depois, reunidos no livro “Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada” (1960), que teve uma tiragem inicial de dez mil exemplares, esgotados na primeira semana, e traduzido para 29 idiomas nos últimos 45 anos.

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