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Radar Cultural - Capital e Grande São Paulo

set 24

Written by: admradar
24/09/2015 15:17 

Fechado para reforma desde dezembro de 2013, o Museu Lasar Segall já está de volta às atividades e com exposição em cartaz! Para a reabertura, o espaço cultural apresenta a exposição “Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari”.

Mário de Andrade sempre foi engajado em todas as áreas da cultura, pois além de ser um crítico de arte era também amigo de vários artistas. Porém, em meio a tantos nomes, para ele dois pintores se destacavam: Lasar Segall e Candido Portinari. Não só porque eles conseguiam capturar o escritor em tela, mas em sua opinião eram “os que contavam mesmo” na cena cultural brasileira.

FICA A DICA
Além das exposições temporárias e obras de arte provenientes de seu acervo, o Museu Lasar Segall oferece outras atividades culturais paralelas. Confira aqui.

A ideia da exposição surgiu da amizade e admiração que o escritor tinha pelos artistas plásticos. Assim, foram selecionadas 50 obras de Segall e Portinari, produzidas entre 1913 e 1940, com o intuito de criar um panorama da arte dos dois pintores a partir das opiniões e da relação pessoal que o escritor tinha com ambos. Portanto, são as ideias de Mário de Andrade que guiam o percurso das obras e sua distribuição em pequenos conjuntos. Também são de sua autoria os textos e comentários que acompanham os trabalhos.

A mostra ficará em cartaz até o dia 5 de outubro e pode ser conferida de quarta a segunda, das 11h às 19h. A entrada é gratuita.

Para mais informações, acesse o site.

SAIBA MAIS
Mário de Andrade nasceu em São Paulo, em 1893, e apesar de ter vivido apenas 51 anos, deixou um grande legado. Foi músico, poeta, escritor, crítico de arte, folclorista, e por conta de seu vasto currículo é considerado o mais importante intelectual brasileiro do século 20. Foi um dos pioneiros da poesia moderna brasileira, com a publicação de seu livro Paulicéia Desvairada, em 1922. Fez parte do grupo que idealizou a Semana de Arte Moderna, evento que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil. Trabalhou ainda como professor de música, colunista de jornal e em 1928 publicou seu maior romance: Macunaíma. Durante sua trajetória, percorreu o Brasil em busca de lendas indígenas e folclore nordestino, dirigiu o Departamento Municipal de Cultural de São Paulo, cooperou com o Instituto Nacional do Livro no projeto da Enciclopédia Brasileira e foi nomeado funcionário do serviço do Patrimônio Histórico.

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