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Radar Cultural - Capital e Grande São Paulo

jul 2

Written by: admradar
02/07/2015 14:49  RssIcon

Que tal fazer música com um piscar de olhos ou ser transportado para uma realidade virtual no vai e vem de um balanço? Essas experiências são possíveis, mas têm data certa para acontecer.

FICA A DICA
No dia 28 de julho, o Teatro do Sesi-SP apresenta a 5ª edição deste ano do projeto “InteligênciaPontoCom”. Às 20h, a escritora e ilustradora Lúcia Hiratsuka, o escritor Luiz Ruffato e o também escritor e roteirista José Roberto Torero participarão de um bate-papo sobre a literatura infantil e seu universo criativo.

Para participar, é preciso fazer uma reserva, a partir de 10 de julho, pelo site. Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos no dia do evento, a partir das 13 horas. Também é possível acompanhar a transmissão ao vivo pelo link.

Até 16 de agosto, o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso recebe o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE). São mais de 330 trabalhos de arte digital que ocupam mil metros quadrados da área expositiva da Galeria de Arte do Sesi-SP. O Festival, que já começa na fachada do prédio do Sesi-SP/Fiesp, alcança também a calçada do outro lado da Avenida Paulista, além de acessos às estações de metrô.

Rejane Cantoni e Raquel Kogan são alguns nomes brasileiros que participam da exposição. Acompanhados de artistas da Holanda, Espanha, Alemanha, França e Áustria, eles exibem 19 instalações de ponta, como a obra intitulada “Swing” – o balanço citado no início do texto, no qual o visitante se senta e, utilizando óculos 3D, é embalado por imagens desenhadas em aquarela. Essa instalação é de autoria das alemãs Christin Marczinzik e Thi Binh Minh Nguyen.

Da parceria entre o FILE e a Mondriaan Foundation de Amsterdã, chega à capital paulista as criações de Ronald van der Meijs e Zoro Feigl. O primeiro é responsável por “A Time Capsule of Life”, uma escultura interativa feita de sacos plásticos que formam uma estrutura transparente de células e cabos. Ligados a tubos de ar, os sacos se enchem dependendo do movimento das pessoas, que passam a fazer parte do sistema. Com o esvaziamento da sala, a escultura retrocede. Já “Poppy”, de Zoro Feigl, lembra uma papoula gigante feita com uma lona encerada que se desdobra acima do observador, numa ondulante dança. O que as duas obras têm em comum? Elas utilizam recursos tecnológicos para obter impressionantes efeitos plásticos.

Além da mostra, o FILE 2015 tem as categorias FILE Anima+2015, FILE LED Show, FILE Games, GIF, WebGL e o FILE Videoarte. Variando técnicas e assuntos, o FILE Anima+ exibe 107 curtas-metragens de artistas experimentais. São animações premiadas em importantes festivais do mundo, como o Japan Media Arts Festival e o Córdoba International Animation Festival.

“Monomito”, de Paloma Oliveira e Mateus Knelsen, e “IJO”, de Vitor Freire, são apresentações multimídia selecionadas para o FILE LED Show. As projeções seguem até 19 de julho na Galeria de Arte Digital Sesi-SP, na fachada do edifício-sede Sesi-SP/Fiesp, na Avenida Paulista.

Em “Monomito”, um performer cruza o espaço público vestindo um aparato que reconhece padrões visuais de rostos humanos, os captura e os projeta na máscara desse artista, assim como em outros lugares do espaço por onde ele passa. “IJO”, por sua vez, pretende dar um novo significado para o lugar da dança e uma reapropriação dos espaços públicos. Ao se posicionarem na frente da obra, os participantes têm uma representação visual de seus corpos exibida em tempo real na Galeria de Arte Digital Sesi-SP.

Criado pela SuperGiant Games, dos Estados Unidos, “Transistor” é um dos destaques do FILE Games. Trata-se de um Role-playing-game (RPG) de ficção científica, onde os jogadores são convidados para uma luta em uma cidade futurística. Em português, RPG significa “jogo de interpretação de papéis”.

Fotografias, ilustrações e animações interativas compõem as áreas GIF e WebGL, que apontam possibilidades de expressão artística. O FILE Videoarte reúne 60 trabalhos de artistas de mais de 20 países. Por meio do audiovisual, eles desenvolvem linguagens e poéticas próprias.

Vai voltar de metrô para casa? Conheça o aplicativo Arart, dos japoneses Takeshi Mukai, Kei Shiratori e Younghyo Bak. Disponível nas estações Trianon-Masp e Consolação, o software dá vida a objetos e liga a realidade às expressões provenientes de dispositivos móveis, acrescentando novas histórias e valores ao ambiente real.

O FILE vai até 16 de agosto e oferece visitas orientadas. O agendamento de grupos deve ser feito pelos telefones (11) 3146-7439/7396. Ligue de segunda a sexta-feira, das 10 às 20h.

Para mais informações, acesse: www.file.org.br.

SAIBA MAIS
Enquanto você não vai ao FILE, assista ao vídeo sobre o Festival.

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