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Radar Cultural - Capital e Grande São Paulo

mai 30

Written by: admradar
30/05/2014 10:13  RssIcon

Depois de quatro anos fechado, passando por obras de restauração, o Museu da Imigração reabre suas portas para contar a São Paulo como milhões de pessoas de 70 etnias colaboraram para a formação da identidade paulista.

FICA A DICA
Se você mora longe e não pode ir até o Museu da Imigração, faça uma visita virtual às exposições ou consulte o acervo digital do espaço. Além disso, no Arquivo Público do Estado de São Paulo você pode acessar documentos e fotos da época e ler publicações da imprensa produzidas pelos imigrantes que aqui viviam.

Para comemorar a reabertura do Museu no próximo dia 31 de maio, será inaugurada a exposição de longa duração "Migrar: Experiências, Memórias e Identidades", com documentos, fotos e vídeos que compõem o acervo do espaço e mostram como a imigração é um hábito permanente e vivo. Ainda no sábado, acontecerá um show de Arnaldo Antunes.

Nos próximos dois meses, as visitas ao Museu, que funciona na antiga Hospedaria de Imigrantes entre os bairros da Mooca e do Brás, serão gratuitas todos os dias. Somente os passeios na Maria Fumaça são pagos.

» Leia a entrevista com a mestranda em Relações Internacionais Laís Azevedo sobre o atual fluxo migratório de haitianos ao Brasil.

Na restauração, o Museu da Imigração foi dividido em nove áreas e todo equipado com recursos multimídias. É possível sentir como era o cotidiano dos estrangeiros que viviam na Hospedaria, inclusive no momento das refeições. No espaço que reproduz o refeitório, alto-falantes repetem o burburinho de diversas línguas falando ao mesmo tempo.

SAIBA MAIS
Entre 1887 e 1978, cerca de 2,5 milhões de pessoas passaram pela Hospedaria de Imigrantes. Vindas de diversas partes do mundo, elas chegavam a São Paulo para trabalhar nas lavouras de café e nas indústrias paulistas. No local funcionava uma Agência Oficial de Colonização e Trabalho, para encaminhar os imigrantes aos novos empregos, e serviços como médico, farmácia, laboratório de análises, correio, telégrafo, posto policial, dentista, lavanderia, cozinha e os alojamentos.
A partir de 1930, a Hospedaria também passou a receber migrantes de outros estados brasileiros. O último grupo que chegou por lá, em 1978, era formado por imigrantes coreanos.

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