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Radar Cultural - Capital e Grande São Paulo

jan 24

Written by: admradar
24/01/2014 09:22 

O que a Marquesa de Santos, Monteiro Lobato, Ramos de Azevedo e Victor Brecheret têm em comum? Dá para aprender sobre eles no mesmo lugar: o Cemitério da Consolação!

O primeiro cemitério público da cidade de São Paulo foi inaugurado em 15 de agosto de 1858 depois de uma ajudazinha financeira de 2 Contos de Réis doados pela Marquesa de Santos.

FICA A DICA
Quando o Cemitério da Consolação completou 150 anos, em 2008, a Prefeitura de São Paulo convidou o sociólogo José de Souza Martins a escrever um livreto sobre a história e a arte que reservam os túmulos do lugar. Vale a pena conferir a versão online, publicada aqui.

Escravos, operários e membros da elite eram sepultados debaixo da mesma terra, mas em alas diferentes. Foi só com a abertura da segunda necrópole pública paulistana, no Brás, que o Cemitério da Consolação se tornou um espaço reservado aos intelectuais, políticos e pessoas da alta sociedade.

Estão enterrados por lá o escritor Monteiro Lobato, os modernistas Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade, os ex-presidentes Campos Sales e Washington Luiz, a própria Marquesa de Santos, o empresário Francesco Matarazzo, o fazendeiro Geremia Lunardelli e o abolicionista Luís Gama.

Mas o Cemitério da Consolação não guarda só histórias de personalidades e anônimos. Muitos de seus 8.200 mausoléus são decorados com mais de 300 obras importantes e premiadas, como a "Sepultamento", de Victor Brecheret, sobre o túmulo de Olívia Guedes Penteado. O próprio portão monumental da necrópole, na Rua da Consolação, foi projetado por Ramos de Azevedo.

As visitas guiadas são gratuitas e acontecem às terças e sextas-feiras, às 9h30 ou às 14h30. É só marcar com antecedência pelo telefone (11) 3396-3832 ou enviar seus dados (nome completo, RG e telefone de contato) para o e-mail jkis@prefeitura.sp.gov.br.

Saiba mais

E antes de existir o Cemitério da Consolação, onde eram enterrados os paulistanos? Os ricos eram sepultados nas igrejas, consideradas solos sagrados, e os pobres e escravos eram levados para o Cemitério dos Aflitos, no bairro da Liberdade – onde hoje é a Rua da Glória.

A prática de enterrar as pessoas em igrejas causava mau cheiro durante as missas e proliferação de doenças, o que levou os vereadores de São Paulo a discutir a construção de um cemitério público na Rua da Consolação. O local, antes chamado de Estrada dos Pinheiros, foi escolhido depois de muito estudo, que levou em conta a altitude elevada, a direção dos ventos e a grande distância da cidade.

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