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Radar Cultural - Interior

jun 3

Written by: admradarint
03/06/2016 07:00  RssIcon

Fina CamadaA vida simples e pacata de quem mora distante da capital, o dialeto próprio e o sotaque, que dá aquela puxadinha no “erre”, viraram elementos de estudo para a criação de uma exposição. “Porta, Porteira, Portão: modos de ‘falarrr’ e costumes do ‘interiorrr’” nasceu com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre a verdadeira identidade e o repertório caipira, principalmente para valorizar e preservar a memória cultural.

FICA A DICA

Para ler! “Dialeto Caipira” é um livro de 1920, escrito pelo poeta, folclorista e filólogo Amadeu Amaral. Ele foi o primeiro a estudar cientificamente um dialeto regional no Brasil. Em sua publicação, discorre sobre o linguajar do caipira paulista da área do Vale do Rio Paraíba e analisa suas formas e vocabulários.

Para deixar o visitante no clima interiorano, a sonorização conta com músicas típicas caipiras. E os suportes expositivos fazem alusão às estruturas de portas, portões e porteiras de madeira rústica, onde são apresentados artesanato local, informações sobre dialetos caipiras, contos, causos e ditos populares, além de outras peculiaridades da identidade regional presentes no modo de falar, nos costumes e até na culinária.

»Leia entrevista com o museólogo Rodrigo Luiz dos Santos e a historiadora Renata Gava, curadores da exposição.

A itinerância foi pensada de uma forma interativa em que, além dos painéis e objetos fixos da exposição, cada museu que recebe a mostra pode compor com objetos de seu acervo que remetam à temática da exposição. Neste momento, chega à cidade de Indaiatuba, no Museu Casarão Pau Preto, da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, por meio da parceria entre o SISEM-SP, ACAM Portinari e a Prefeitura Municipal.

Onde: Fundação Pró-Memória de Indaiatuba
Rua Pedro Gonçalves, nº 477 - Jd. Pau Preto - Indaiatuba/SP
Contato: (19) 3875-8383
Horário: de segunda a sábado, das 9h às 17h; aos domingos e feriados, das 13h às 17h.(entrada gratuita)

SAIBA MAIS

Apesar de compartilharmos o mesmo idioma em todo o país, cada lugar possui um jeito diferente de falar. Os sotaques e as expressões regionais são tão marcantes que fazem parte da identidade cultural de cada região. Em Piracicaba, no interior do Estado de São Paulo, o jeitinho de falar “caipiracicabano” vai virar patrimônio cultural da cidade. O Condepac – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do município já abriu o processo de tombamento do dialeto local.

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