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Radar Cultural - Interior

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Written by: admradarint
02/05/2016 07:00 

Fina CamadaVocê sabia que a xilogravura é uma das técnicas artísticas mais antigas? Apesar da incerteza sobre sua origem, há quem diga que ela nasceu na China, no século VI. Ao Brasil, chegou por meio dos portugueses e se popularizou na literatura de cordel – cujas ilustrações são feitas a partir de gravuras em relevo sobre madeira, que viram espécies de carimbos.

FICA A DICA

Em Campos do Jordão, é possível visitar o Museu – Casa da Xilogravura. Inaugurado em 1987, coleciona e preserva milhares de obras em xilogravura, de mais de 400 xilógrafos, inclusive de Samico. A casa ainda promove palestras, encontros, cursos e outros eventos culturais, e oferece atelier xilográfico, oficina tipográfica e biblioteca especializada.

Falar em xilogravura e não citar Gilvan Samico é quase impossível. Para muitos críticos, o artista pernambucano é o maior expoente da xilogravura brasileira. Para enaltecer suas obras e sua contribuição para o cenário artístico do país, o Sesc de São José dos Campos apresenta a exposição Linhas, trançados e cores: no reino de Gilvan Samico”.

A mostra faz um passeio pelo universo do autor. Ao todo são apresentadas 40 obras de xilogravuras, e também pinturas e gravuras feitas ao longo de sua vida. Ressaltando o poder poético em suas criações, as produções são marcadas pela cultura popular nordestina, expressa pelo cordel, além de trabalhos que retratam figuras do cotidiano, símbolos religiosos e até mundos místicos e fantásticos.

Onde: Sesc - São José dos Campos
Avenida Dr. Adhemar de Barros, 999 - São Jose dos Campos - SP
Horário: De terça a sexta, das 13h às 22h; sábados e domingos, das 10h às 19h.
(entrada gratuita).

SAIBA MAIS

Gilvan José Meira Lins Samico nasceu em Recife, Pernambuco, em 1928. Apesar de ter falecido em 2013, deixou um grande legado. Começou sua carreira como pintor autodidata, mas foi na arte da xilogravura que se encontrou. Talentoso e de traços marcantes, seu trabalho já foi apresentado em mais de 300 exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Já participou duas vezes da Bienal de Veneza, sendo premiado em uma delas. E ainda, possui obras expostas em museus de renome, como o MoMa – Museu de Arte Moderna de Nova York, considerado um dos mais importantes museus de arte moderna do mundo. Conheça mais sobre a vida do artista, aqui.

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