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Radar Cultural - Interior

nov 19

Written by: admradarint
19/11/2015 14:53  RssIcon

Mama África “O meu progresso pessoal está a serviço do progresso da minha comunidade”?

Para Nelson Mandela, líder sul-africano, a pergunta acima é a melhor tradução do espírito da palavra UBUNTU, escolhido também para nortear a exposição “VII Sou África em Todos os Sentidos UBUNTU – Reinos de Nzinga”, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, em Campinas.

FICA A DICA
A Casa de Cultura Fazenda Roseira é um casarão do final do século XIX aberto à comunidade, que oferece atividades direcionadas a alunos da rede pública de ensino e formação de profissionais da educação. Para agendar uma visita, entre em contato aqui http://fazendaroseira.blogspot.com.br/

A mostra presta uma homenagem a Ana de Souza, mais conhecida como Rainha Nzinga, africana considerada um dos símbolos da resistência negra à dominação portuguesa nas regiões do Congo e de Angola no século XVII. Além de destacar a luta das mulheres negras, a programação da exposição inclui a exibição de filmes, peças de teatro e oficinas, e tem como objetivo pensar diversos aspectos de interesse da comunidade negra, em especial na região de Campinas. E por lá que fica a comunidade Jongo Dito Ribeiro, batizada com o nome de seu fundador que na década de 1930, vindo do interior de Minas Gerais, manteve a tradição do jongo recebido por seus antepassados. A comunidade segue o trabalho de preservação de sua cultura se apresentando em escolas, universidades, quilombos e festas.

» Leia entrevista Edina dos Santos, do NINC, e Maria Margarete, da CGEB sobre como o ensino da História da África e dos africanos no Brasil está inserido no currículo.

No dia 20/11, quando é comemorado o Dia da Consciência Negra, está programada a Marcha ZUMBI dos Palmares pelas ruas de Campinas, com apresentação de uma roda de congo da Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

No dia 26/11, quinta-feira, das 14h às 16h haverá a “Roda de Conversa – África nas Escolas”. A entrada nas oficinas e na exposição é gratuita.

Quando: De 07/11 a 13/12/2015.

Onde: Casa de Cultura Fazenda Roseira
Endereço: Av. John Boyd Dunlop, s/n - Jardim Roseira - Campinas
Tels.: (19) 3227-5633 e (19) 9134-3922

SAIBA MAIS
Considerado o avô do samba, o jongo surgiu nas senzalas como uma das poucas possibilidades de lazer dos escravos. Com a presença de tambores, canto e dança de roda, o jongo também foi uma importante expressão de resistência à dominação colonial dos trabalhadores negros escravizados nas lavouras de café e cana-de-açúcar. Hoje ele é praticado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais do Sudeste brasileiro, e continua desempenhando importante papel de mobilização social. Em 2005, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc) reconheceram o Jongo do Sudeste como patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial.

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