Ir para o conteúdo principal

Radar Cultural - Interior

jul 2

Written by: admradarint
02/07/2015 14:20  RssIcon

Em 1932, o Brasil – mais precisamente São Paulo – vivenciava um fato histórico. Na tentativa de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e lutar por uma nova Constituição, diversos paulistas participaram do que é considerado um dos maiores movimentos cívicos da história do Estado. Com início em 9 de julho, o movimento conhecido como Revolução Constitucionalista de 1932 levou às ruas homens, mulheres, industriais, políticos e estudantes. Apesar de ter nascido a partir de reivindicações da elite paulista, a participação popular foi grande, graças à ajuda dos meios de comunicação de massa, como jornais e emissoras de rádio.

FICA A DICA
O museu oferece visita monitorada para grupos e escolas. Para mais informações sobre agendamento, acesse o site.

Durante toda a Revolução muitos fotógrafos fizeram registros dos combatentes em guerra. E era normal a revelação da foto em formato de cartão postal, para que os voluntários enviassem às suas famílias. Dessa forma, muitos soldados e os próprios profissionais montaram, durante o conflito, um acervo com diversas imagens referentes aos bastidores.

» Leia a entrevista com Eric Lucian Apolinário, historiador e curador da exposição.

Pensando em trazer ao público as lembranças desse acontecimento de uma forma diferente e atual, o Núcleo MMDC de Itapira, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, selecionou 25 fotografias para ganhar uma nova roupagem. Depois de muitas pesquisas sobre aquela época, o fotógrafo e designer Paulo Bellini interviu de maneira artística, dando cor às imagens que antes eram apenas em preto e branco. A exposição “1932 – A Cor da Guerra” é gratuita e ficará em cartaz dos dias 9 a 31 de julho, no Museu Municipal Histórico e Pedagógico, em Itapira. A visita poderá ser feita de segunda a sexta, das 8h às 11h15 e 13h às 17h15, e aos domingos das 8h30 às 11h30.

SAIBA MAIS
No dia 9 de julho de 1955, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, foi inaugurado o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, em homenagem aos que lutaram durante a Revolução Constitucionalista de 1932. O mausoléu, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera, guarda os corpos de 713 ex-combatentes e também dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C.), mortos em confrontos.

Tags:
Categories:

Busca em Cursos Encerrados