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Radar Cultural - Interior

abr 23

Written by: admradarint
23/04/2015 15:31 

Anne Frank tinha 15 anos quando foi capturada pelos nazistas e enviada para Bergen-Belsen, um campo de concentração alemão, em 1944. Antes disso, passou dois anos escondida com toda a família em um anexo secreto à empresa de seu pai, em Amsterdã. De origem judaica, os Frank sofreram perseguição dos antissemitas e precisaram mudar da Alemanha para a Holanda, mas não conseguiram escapar dos homens de Adolph Hitler.

FICA A DICA
O Museu Casa de Anne Frank fica em Amsterdã, na Holanda, mas é possível fazer uma visita virtual à antiga casa da adolescente judia. A visita é em três dimensões e está em inglês. Também é possível assistir a vídeos e acessar documentos no site do Museu, que tem uma linha do tempo multimídia para contar a história de Anne Frank.

Durante o período de clausura, Anne Frank escreveu a respeito da invasão alemã à Holanda em um diário, que se tornou um dos mais significativos relatos sobre a ação dos nazistas na Segunda Guerra. Foi assim que a menina ficou famosa, depois de descobrirem suas páginas históricas, já depois de sua morte.

Para suscitar uma reflexão sobre o ódio e o Holocausto e alertar para a responsabilidade de cada indivíduo na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica, o Senac apresenta a exposição “Aprendendo com Anne Frank – Histórias que ensinam valores”. Até 2016, todas as suas 56 unidades espalhadas pelo interior e capital paulistas receberão a exposição.

A mostra faz parte do Programa Senac de Cultura de Paz e é realizada em parceria com a Embaixada dos Países Baixos em Brasília, a Casa Anne Frank de Amsterdã e o Instituto Plataforma Brasil.

Fotos do arquivo pessoal da família Frank e documentos históricos recontam a trajetória de Otto, Anne, Margot e Edith, e a luta pela sobrevivência em um dos maiores episódios de violação dos direitos humanos de todos os tempos. Os visitantes também poderão assistir a vídeos sobre o período.

Para o público de 14 a 21 anos há uma aula digital especial baseada na vida de Anne Frank, que não deixou de ser uma adolescente comum mesmo nos tempos do esconderijo, como mostram os relatos de seu famoso diário, considerado um dos cem livros mais importantes do século passado.

Até 24 de abril, a exposição estará no Senac de Botucatu, depois passa pelas cidades de Águas de São Pedro, Itapira, Jaboticabal e São Carlos. A agenda pode ser acessada pelo site do Senac e as visitas são gratuitas.

SAIBA MAIS
Quando foi capturada pelos nazistas, em 1944, a família de Anne Frank foi separada. A mãe Edith foi enviada para Auschwitz, onde morreu em 1945. Anne e sua irmã, Margot, foram enviadas para Bergen-Belsen e faleceram no mesmo ano de sua mãe. Recentemente, descobriram que Anne morreu em fevereiro de 1945 e não em março, como se pensava. Ambas as irmãs foram vítimas do tifo.

Otto Frank foi o único que sobreviveu ao campo de concentração e morreu só em 1980, aos 91 anos. Foi ele quem decidiu publicar o diário da filha Anne, em 1947.

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