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mai 22

Written by: admindico
22/05/2020 11:47  RssIcon

Durante a quarentena, o CRE Mario Covas, por meio do NUMAH, indica Memórias e Autobiografias para inspiração na escrita dos diários.

 

A proposta do CRE Mario Covas, por intermédio do Núcleo de Memória e Acervo Histórico (NUMAH), “Diários Construindo Memórias: Educadores em Tempos de Pandemia” apresenta a possibilidade de relacionar memórias e autobiografias com Diários. As duas situações proporcionam ao autor uma melhor percepção de sua condição na história.

Pedro Nava, médico e escritor memorialista morto em 1984, narra em seu livro “Chão de Ferro” como a Gripe Espanhola é percebida após um bom tempo da pandemia: “Era apavorante a rapidez com que ela ia da invasão ao apogeu, em poucas horas, levando a vítima às sufocações, às diarreias, às dores lancinantes, ao letargo, ao coma, à uremia, à sincope e à morte em algumas horas ou poucos dias. Aterrava a velocidade do contágio e o número de pessoas que estavam sendo acometidas”.

Veja trechos selecionados por Merval Pereira em: http://www.academia.org.br/artigos/gripe-espanhola (acesso em 30/04/2020).

Já na autobiografia “Febre de Bola”, de Nick Hornby, suas memórias expõem a constituição do autor como “pessoa”, que a paixão pelo seu time de futebol indica a temporalidade de acontecimentos fundamentais em sua vida:

“Acho que já é hora de uma defesa quanto à precisão destas memórias, e talvez das memórias de todo torcedor de futebol. Nunca mantive diário de torcedor e esqueci completamente centenas e centenas de jogos; mas a passagem do tempo, na minha vida, está ligada às partidas do Arsenal, e todos os acontecimentos de alguma forma significativos para mim estão contaminados pelo futebol. A primeira vez que fui padrinho de um casamento? Perdemos de 1 a 0 pro Tottenham [...] O fim do meu primeiro caso de amor de verdade? Foi no dia seguinte a um decepcionante empate de 2 a 2 com o Coventry, em 1981. Que esses acontecimentos tenham ficado marcados talvez seja compreensível, mas o que não consigo explicar é por que me lembro de outras coisas. [...] A memória de um obsessivo talvez seja, portanto, mais criativa do que a de uma pessoa comum; não no sentido de que inventamos coisas, mas de que nossas lembranças são um filme barroco, cheio de inovações, saltos de roteiro e narrativas simultâneas dividindo a tela.” (HORNBY, Nick. Carol Blackburn: Arsenal x Derby, 31/03/1973. In: _______. Febre de Bola. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 118-119.)

Que tal você escrever no Diário, em tempos de reclusão, algumas de suas memórias?

Quer compartilhar experiências com diários ou tem sugestões? Entre em contato conosco: nucleodememoriacre@educacao.sp.gov.br.

 

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