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Eu Indico

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Written by: admindico
03/08/2015 11:11  RssIcon

Eu amo tecnologia e inovação, mas sem amor, sem uma construção simbólica, sem alteridade do ato de aprender e ensinar, nada acontece, mesmo com os aparatos e sistemas mais modernos e avançados.

A imaginação é mais poderosa que a sensação, por isso o ato de aprender não pode ser restrito ao fazer e ao conhecer como processo em si mesmo. Carlos Byington, no seu livro “A Construção Amorosa do Saber”, nos encanta com a ampliação do processo de aprender também pela via simbólica e pela imaginação, que são caminhos para superarmos esse consumo de informação e tecnologia sem significado que muitas vezes contamina o processo educativo.

A partir de uma fundamentação junguiana, esse livro, que antigamente se chamou “Pedagogia Simbólica” e numa ampliação mudou de nome para “a construção amorosa do saber”, Byington nos convida a percorrer os arquétipos e os movimentos simbólicos da educação desde o matriarcal e o patriarcal, passando por mitos de eco e narciso e provocando a reflexão sobre a relação, também arquetípica, de mestre e aprendiz e propondo uma educação mais voltada para a alteridade e a totalidade. Também discute as funções estruturantes que muitas vezes viram patologias em formas defensivas que bloqueiam e dificultam nosso aprendizado e outras áreas da nossa vida.

Ele propõe uma ampliação do construtivismo de Piaget, para uma abordagem sistêmica e simbólica e chega inclusive a discutir o retorno da imaginação para além das imagens que consumimos, que são redutoras e alucinatórias.

É um livro fundamental para ampliar nossa consciência sobre o papel do educador que precisa estar imerso no mundo, inclusive, por meio da imaginação, pois sem ela, ficamos muito mais suscetíveis a formatos e fórmulas redutores que costumam nos impor na educação.

(Paula Carolei)

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