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Eu Indico

out 29

Written by: admindico
29/10/2013 13:34 

"Nunca li tanto como na infância e na adolescência, mas foi aos 32 anos que tive um dos maiores alumbramentos na minha devotada existência de leitor. Eu cobria a seleção brasileira em 1996, no torneio pré-olímpico de futebol na Argentina, quando devorei "Cem Anos de Solidão". Foi uma descoberta tardia, porque a obra-prima de Gabriel García Márquez chegara às livrarias ainda na década de 1960.

O romance narra a saga de uma família latino-americana, numa aldeia fictícia batizada como Macondo. O genial escritor colombiano colhera muitas daquelas histórias fantásticas na memória de sua meninice, quando as ouvia dos mais velhos. Poucas vezes a vida pulsou tanto na literatura como nesse clássico, cujo fim eu lamentei, pois queria mais e mais, até que o recomeçasse uma e muitas vezes.

Na Colômbia, qualquer garoto de escola sabe de cabeça a abertura do livro (minha tradução é quase literal): "Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo".

Dá para parar de ler?"

(Mario Magalhães)

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