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out 6

Written by: adm
06/10/2020 10:26  RssIcon

Não perca o encontro, dia 29/10, em dois horários, das 10h às 11h30 e das 15h às 16h30

06 de Outubro de 2020

Ao longo de 2020, o Clube de Leitura “Gato Preto” fez uma seleção de obras da literatura brasileira e mundial com uma significativa presença de escritoras mulheres. Depois de Martha Batalha, Marjane Satrapi e Angie Thomas, chegou a vez de Júlia Lopes de Almeida, uma das mais importantes escritoras brasileiras, que participou da idealização da Academia Brasileira de Letras sem, no entanto, ter feito parte dela por ser uma mulher e, em sua concepção, foi decidido que apenas homens participariam, seguindo o padrão conservador da Academia Francesa de Letras.

Pouquíssimo conhecida, Júlia Lopes de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1862. Filha de ricos imigrantes portugueses, teve acesso a uma boa educação e a uma produção extensa e importante de romances, crônicas, peças de teatro, matérias jornalísticas e contos infantis. Publicou várias crônicas e romances, sendo muitos de seus escritos em defesa de movimentos abolicionistas e em favor dos direitos da mulher.

O livro escolhido, “A Falência”, traz o tema do adultério feminino em um contexto de uma família em meio à derrocada da exportação do café em 1891, no Rio de Janeiro.

Vamos conhecer essa importante escritora? A obra está disponível para download gratuito no Portal do Domínio Público.

O encontro será realizado no dia 29/10, com opções de horários pela manhã e à tarde, das 10h às 11h30 e das 15h às 16h30, via Microsoft Teams. E para participar, basta enviar um e-mail para nucleodebibliotecacre@educacao.sp.gov.br e fazer a leitura prévia do livro.

Lembramos que há um limite de 15 participantes por encontro, por isso, é importante que a inscrição seja feita com antecedência.

Em setembro, chegamos ao número de 90 clubistas inscritos durante o período de distanciamento social e realizamos dois encontros do Clube com a participação de profissionais de várias cidades de São Paulo, como Franca, Araraquara e Americana, para conversar sobre a experiência da leitura de “A Metamorfose”, de Franz Kafka. 

Veja aqui algumas opiniões de clubistas sobre o livro lido:

“Participar do Clube tornou essas leituras um mergulho mais profundo nas obras; a experiência foi amplificada, para mim não é mais só ler. Agora eu leio, faço anotações, registro, pesquiso o autor e o contexto histórico, procuro opiniões, assisto a vídeos de análise do enredo, das personagens. Enfim, vou além das palavras postas ao alcance dos meus olhos, realizo uma exploração do universo, nesse caso, do mundo que Franz Kafka nos apresenta com Gregor Samsa e sua família, praticamente restrito ao ambiente da casa onde moravam.

Conhecer “A Metamorfose”, de Franz Kafka, é mergulhar no universo familiar de Gregor Samsa, personagem que desperta uma manhã metamorfoseado em um inseto. Os laços de carinho, que nunca foram tão fortes, vão desaparecendo, até não sobrar mais nada, a não ser repulsa. Após mais de 100 anos, o texto não poderia ser mais atual. Quem pode garantir que, amanhã, um de nós não acordará metamorfoseado em um doente, acidentado, desempregado? Alguém que, vítima de uma situação qualquer, passe a ser visto como um incômodo?”

 

Fabiane Gasparini

PCNP Projetos Especiais

Diretoria de Ensino de Itararé

 

“Talvez seja um dos mais sombrios livros que tive a oportunidade de ler. Uma leitura bastante opressiva a ponto de me deixar incomodada com a situação vivida por Gregor Samsa, não somente com a inusitada transformação num inseto monstruoso, mas pela forma como a família tem a percepção dessa transformação, como se fosse um infortúnio que deveria ser aceito de forma natural.

Fiz várias indagações durante a leitura. Será que Gregor Samsa já não se sentia como um inseto? Será que a transformação não foi a representatividade do fato de ele ser importante para a família só porque era necessário financeiramente e sentir-se isolado?

Essa angústia, essa melancolia, essa opressão que me foram despertadas durante toda a leitura da obra também serviram como uma metamorfose em meu interior, me fazendo enxergar como a vida pode ser solitária e como muitas pessoas se enxergam ou são tratadas como insetos repugnantes. Passamos pela vida sem querer realmente enxergar a “coisificação” que acontece na sociedade, ou até mesmo dentro de nossos lares.

É muito incômodo ver a indiferença em relação à metamorfose ocorrida, perceber que Gregor antes já era excluído do convívio familiar e após o processo de transformação ter que lidar, além da indiferença, com a rejeição, com a dor do abandono.

Antes de concluir a leitura, eu ainda tinha a esperança de que ele fosse acordar e que tudo não haveria passado de um pesadelo, mas a forma como se finda a história me deixou mais perplexa e mais deprimida do que eu realmente esperava ficar.

Diante dessa história, eu só posso realizar uma importante reflexão para a minha vida... que eu jamais esteja do lado dos indiferentes.”

Eliana Prado

EE Profª Sueli Oliveira Silva Martins – PEI

Diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes

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