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dez 10

Written by: adm
10/12/2019 11:09  RssIcon

Mais de 3 mil professores e alunos participaram das inúmeras atividades que aconteceram na EFAPE.

10 de Dezembro de 2019

Enquanto um palestrante se apresentava no auditório, um aluno demonstrava seu experimento nos corredores e um professor acompanhava uma oficina dentro da sala de aula. Foi assim, com mais de 3 mil alunos e professores da Rede circulando pela EFAPE, durante dois dias de programação intensa e mão na massa, que aconteceu o Movimento Inova.

O Movimento surgiu no contexto do Inova Educação, programa da Secretaria da Educação criado com o propósito de atender todos os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Médio, oferecendo atividades educativas mais alinhadas às vocações, desejos e realidades de cada aluno, por meio dos componentes Projeto de Vida, Eletivas e Tecnologia e Inovação.

Para Cristina Mabelini, coordenadora da EFAPE, foi uma honra poder sediar este movimento.

“A EFAPE não perderia a chance de ser a casa de todos esses convidados, de “hospedar” tanta gente e contribuir para fomentar práticas mais inovadoras na educação e, claro, formar e apoiar os profissionais da educação nos novos desafios que enfrentamos”.

Débora Garofalo, assessora de Tecnologia da SEDUC, e uma das responsáveis pelo evento, conta entusiasmada:

“Começa hoje de fato a nossa transformação da educação da rede estadual de São Paulo. É algo inédito porque é a primeira vez que fazemos um evento dessa proporção, que a gente traz realmente professores e estudantes das 91 diretorias de ensino para vivenciar dias de aprendizagem e também para serem protagonistas, mostrando o trabalho que cada escola desenvolve”.

PROGRAMAÇÃO

O Movimento Inova contou com uma programação plural, e entre as mais de 25 palestras e 90 oficinas, o público presente pôde participar de bate-papos instigantes sobre assuntos que permeiam a educação para o século 21.

Fabio Zsigmond, cofundador do Mundo Maker, foi um dos palestrantes e trouxe ao palco o contexto do mundo atual, os desafios do modelo tradicional da educação, e também apresentou conceitos de educação integral, de aprendizagem criativa e, claro, cultura maker.

“Temos muitas ferramentas disponíveis para aprender, mas nem todas estão sendo utilizadas. A cultura maker é uma delas. Na realidade, é uma filosofia, mas que traz um ferramental de aprendizagem. Vai além do saber fazer alguma coisa, tem o potencial de trabalhar profundamente o ser humano em sua dimensão, aprendendo a lidar com outras pessoas, consigo mesmo.” Também explicou como os educadores podem aplicar o conceito em sala de aula: “A cultura ou educação maker é uma educação de atitude, não de coisa. Não precisa de recursos para começar, e sim compreender que é uma questão de como ela vai mediar a aprendizagem, e o que vai instigar nos alunos”.

A presidente-executiva do Instituto Palavra Aberta, Patricia Blanco, também marcou presença, oferecendo oficinas e palestras de um assunto que fará parte de uma Eletiva, que está em construção para o Inova Educação. “Muito Além da Fake News” abordou o conceito da Educação Midiática, com o objetivo de apresentar aos estudantes e professores como ser consumidor e produtor de conteúdo de forma responsável e consciente.

“Vejo que a educação midiática é uma necessidade para nossos tempos. Nós não podemos brigar com esse mundo conectado, nós temos que aprender a navegar nele”, afirma Patricia.

O modelo tradicional de aprendizagem, aquele com lousa, giz e caderno, já não é o suficiente para atender às necessidades dessas novas gerações. Foi com essa proposta que oficineiros do Programaê convidaram os presentes a construírem juntos um conhecimento científico, de uma maneira diferente. Sem o uso de recursos digitais, todos puderam compreender a lógica por trás da programação e da robótica, utilizando materiais simples do dia a dia. José Diego de Melo, professor da rede estadual do Espírito Santo, que mediou a oficina, acredita que momentos como este são primordiais para o ensino.

Estamos num momento de transformação da educação. Ainda precisamos conquistar coisas do passado, de uma educação que não foi atingida, mas precisamos correr para atingir a educação que está lá na frente. Temos uma Indústria 4.0, e precisamos achar um jeito de ajudar professores e alunos a se inserir nisso, e a querer participar disso. Entender que não é coisa de outro mundo, não é uma coisa que é impossível, pode ser conquistada.”

De casa cheia, oficinas e palestras tiveram vagas esgotadas, e estudantes e profissionais das 91 diretorias de ensino puderam se conectar a novas formas de aprendizagens. Para Sthefanie Kalil Kairallah, PCNP de Tecnologia da Diretoria de Ensino de Avaré, a experiência não poderia ter sido melhor:

“A maior ênfase desse movimento é o mix de atividades e potencialidades das habilidades que são trabalhadas. Foi muito enriquecedor para mim, como PCNP, e imagino que também tenha sido para os meninos, meninas e professores, porque foi um momento único na Rede, de impacto”.

 

 

PREMIAÇÃO

Além das oficinas e palestras, o espaço também contou com a 6ª Feira de Ciência das Escolas Estaduais de São Paulo (FeCEESP), Mostra Interativa de Robótica e Computação e uma Maratona de Hackathon. Todos projetos apresentados foram avaliados para premiação. Ao final do segundo dia, os vencedores foram anunciados, na presença do secretário da Educação, Rossieli Soares. O prêmio foi troféu, medalha, e também a oportunidade de visitar à sede da empresa Apple em São Paulo.   

Confira aqui a lista dos premiados.

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