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set 26

Written by: adm
26/09/2019 17:59  RssIcon

Profissionais das redes estadual e municipais participaram do encontro que deu início à formação da implementação do novo Currículo

26 de Setembro de 2019

Mais de 200 profissionais das redes estadual e municipais estiveram na EFAPE, na última sexta-feira (20/09), participando do primeiro encontro que marcou o início do processo de formação de implementação do Currículo Paulista.

Na ocasião, representantes da Secretaria da Educação, Undime e especialistas de instituições parceiras que fizeram parte da construção do Currículo realizaram palestras, evidenciando pontos importantes do documento, além de passarem informações quanto à sua concepção, fundamentação pedagógica e planejamento das ações formativas.

Caetano Siqueira, coordenador do COPED/SEDUC, fez a abertura, pontuando como a Secretaria irá apoiar os profissionais nessa implementação, principalmente dando subsídios para a compreensão do documento na sua complexidade.

“O Currículo traz elementos significativos para dar uma base estruturante para construir uma formação continuada de longo prazo, que mude a prática docente e transforme a sala de aula.”

Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da Undime-SP, ressaltou o significado do regime de colaboração entre Estado e municípios:

“Mais importante do que desenvolver junto, é o conceito da responsabilidade que todos têm, de que o sistema nacional de educação, a evolução da educação brasileira como um todo, depende desses entes trabalhando conjuntamente, colaborativamente, cada um oferecendo o que tem de melhor, e sobretudo respeitando as diferenças”.

O documento está alinhado às competências inerentes ao século 21 e à BNCC – Base Nacional Comum Curricular, e a formação abordou temas estruturais do Currículo, como educação integral, competências e habilidades e metodologias ativas.

 

 

Cristina Berthoud, diretora executiva da Undime, trouxe em sua fala uma reflexão sobre mudanças de paradigmas para que, de fato, tenhamos uma educação diferente, que atenda às novas diretrizes postas no Currículo.

“Nossas atitudes são determinadas por aquilo que a gente acredita, e muitas vezes essas crenças são inconscientes. Não é um documento que vai fazer a mágica de transformar a escola. A mudança precisa começar pela postura e atitude de cada educador.”

Roberta Leite Panico, da Comunidade Educativa CEDAC, também levou a questão do olhar para a própria prática, e considerou a formação de formadores como passo primordial para garantir o direito à aprendizagem presente nos documentos.

“Se a gente quer que os alunos tenham as 10 competências, os formadores também precisam ter.”

Ana Penido, do Instituto Inspirare, trouxe o conceito da educação integral, que considera o estudante em todas as suas dimensões: física, intelectual, social, emocional e cultural. E explicou que o aluno precisa estar no centro de sua aprendizagem, e que precisa ser compreendido a partir de suas pluralidades, diversidades e singularidades.

“Eles precisam ver sentido na escola, mas é necessário que enxerguem sentido em existir.”

Currículo é um documento norteador que visa garantir a todos os estudantes aprendizagem de excelência e a conclusão de todas as etapas da educação na idade certa. De acordo com Natacha Costa, do CREI – Centro de Referência em Educação Integral, não existe uma única forma de ensinar, e o professor deve assumir o papel de protagonista nesta jornada de ensino-aprendizagem: “professor não é executor de currículo, é autor”.

 

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