Ir para o conteúdo principal
nov 26

Written by: adm
26/11/2018 15:43 

SEG, 26.11.2018

“Só com formação e informação é que adquirimos conhecimentos e vencemos o preconceito.” A afirmação é de Maria Elisabete Oliveira, diretora da EE Antonio Kassawara Katutok, vencedora do concurso realizado pelo Instituto Liberta e Columbia Global Centers | Rio de Janeiro, de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

O tema é delicado, mas não pode deixar de ser assunto nas escolas. Educadores exercem um papel importante na prevenção, identificação e até na denúncia de casos de violência sexual. Foi com o entendimento dessa responsabilidade que a diretora enfrentou o desafio de ajudar uma aluna que era vítima de abuso; e o seu relato de experiência lhe rendeu um prêmio.

Para enfrentar os obstáculos, a diretora contou com ajuda do Conselho Tutelar e da rede municipal NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família, na realização do registro da violência e assistência psicológica, social e de saúde à adolescente.

Após feita a denúncia, surgiu o desafio primordial e mais precioso para a educanda: a sua reinserção na escola. Preocupada com a evasão escolar e constrangimento do convívio social, a diretora tomou a decisão de trabalhar algumas atividades na escola. “Desenvolvemos com sua turma rodas de conversa sobre o sentimento de empatia, solidariedade e respeito mútuo, impedindo-a de se sentir isolada, para que assim voltasse a interagir normalmente com os amigos”, contou Maria Elisabete.

Sua decisão de participar do concurso foi com a intenção de compartilhar a experiência e contribuir para ajudar àqueles que passam ou passarão por situações semelhantes. “A escola é um local onde crianças e adolescentes podem encontrar alguém, ou um professor, que lhe dará segurança e apoio para falar sobre seus traumas e abusos. Mas, para oferecer assistência e poder ajudar, a equipe escolar (funcionários, professores e gestores), bem como os alunos, precisa de formação e orientação sobre como trabalhar e lidar diante de denúncia, ou da identificação sobre violência doméstica e sexual”, concluiu a diretora. 

Em julho de 2019, a diretora e a coordenadora irão a Nova York, nos Estados Unidos, visitar o campus da Universidade de Columbia, quando então irão trocar experiências em sala de aula com os professores que fazem parte do projeto.

Tags:

Busca em Notícias: